
Es bela, sim, quando, corando, foges
Dum beijo perseguida;
Ou quando cedes com mais pejo ainda,
Mas na luta vencida.
És bela, sim, quando, banhada em lágrimas, Soltas mimosas queixas;
Ou quando, comovida por maus prantos, Já ameigar-te deixas.
És bela, sim, à luz do Sol nascente
Regando tuas flores,
Ou com os olhos no ocaso e o pensamento
No país dos amores.
És bela sempre, e o mesmo fogo acendes
No coração do poeta;
És bela sempre, ó linda flor do prado,
Ó mimosa violeta,
Março de 1882.(Júlio Dinis)
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